Pesquisa de capitais brasileiros no exterior foi divulgada pelo BC; investimentos brasileiros no exterior mais do que triplicaram desde 2001
Da Redação do G1
O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (23), por meio da pesquisa "Capitais Brasileiros no Exterior" (CBE), que os ativos totais (bens e direitos) de pessoas físicas e de empresas brasileiras fora do país somaram US$ 274,6 bilhões no fim de 2010, com um crescimento de 23% frente a 2009.
Segundo o BC, destacaram-se os investimentos brasileiros diretos no exterior (IBD), que concentraram US$ 189,2 bilhões do total, com crescimento de 15% frente ao ano anterior.
"O estoque de investimentos brasileiros no exterior manteve a trajetória de expansão observada em todas as edições. A comparação com a primeira apuração do CBE, em 2001, mostra que os investimentos brasileiros diretos, que naquele ano totalizara US$ 49,7 bilhões, mais que triplicaram, evidenciando a sólida e acelerada internacionalização das empresas de capital brasileiro", avaliou o BC.
PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL DE EMPRESAS
Em 2010, segundo a pesquisa do Banco Central, a participação direta de brasileiros no capital de empresas no exterior, parcela do investimento no exterior que "reflete a efetiva participação do investidor na gestão do empreendimento", somou US$ 169,1 bilhões no fim do ano passado, crescimento de 27,7% na comparação com 2009.
As participações no capital de empresas no exterior, ainda de acordo com a autoridade monetária, corresponderam a 89,3% do investimentos brasileiro realizados lá fora no ano passado - proporção maior que a registrada no ano de 2009 (80,5%).
"A maior parte dos ativos dessa natureza é de propriedade de investidores de grande porte. Do total do estoque de investimento brasileiro direto – participação no capital, US$ 116 bilhões, equivalentes a 68,6% do total apurado [no fim de 2010], referem-se a ativos de residentes que possuem acima de US$ 1 bilhão investido no exterior", informou o BC.
Do total dos investimentos brasileiros em participações no capital, 27,4% concentra-se em atividades de extração de minerais metálicos, e 38,2% em serviços financeiros e atividades auxiliares, segundo dados do governo.
A Áustria, segundo o BC, é um país em destaque nos investimentos brasileiros, com 21,9% do total. "Os paraísos fiscais permanecem como importante destino do IBD, ressaltando as Ilhas Cayman, 17,4%; Ilhas Virgens Britânicas, 8,7%; e Bahamas, 7,3%. Em seguida, os ativos nos Estados Unidos, 7,8%; Países Baixos, 6,4%; Dinamarca, 5,5%; e Espanha, 5,3%", informou.
AÇÕES E RENDA FIXA
Os investimentos em carteira (bolsas de valores e renda fixa), por sua vez, somaram US$ 37,6 bilhões no fim de 2010, com aumento de 127,8% contra o ano anterior, de acordo com o BC.
Segundo a autoridade monetária, os investimentos de brasileiros em ações no exterior registraram elevação de 70,5% no ano passado, para US$ 14,7 bilhões, dos quais US$ 6,5 bilhões aplicados em Brazilian Depositary Receipts (BDR, papeis negociados no exterior, mas que representam ações de empresas brasileiras).
"Em relação à distribuição geográfica desses investimentos, os Estados Unidos responderam por 22,9% do investimento em ações. Bermudas e Espanha foram os outros principais destinos, com participações respectivas de 21,1% e de 20,9%", informou o BC.
Os investimentos brasileiros em títulos de renda fixa no exterior registraram aumento de 190,7% na comparação com 2009, totalizando, no fim do ano passado, US$ 22,9 bilhões, informou o governo.
OUTROS INVESTIMENTOS
De acordo com a autoridade monetária, os chamados "outros investimentos" (recursos em espécie e empréstimos, por exemplo) totalizaram US$ 47 bilhões no fechamento de 2010, com aumento de 12,4% frente ao ano anterior.
"Os recursos mantidos no exterior na forma de moeda estrangeira e depósitos totalizaram US$ 26,9 bilhões. Os depósitos situaram-se principalmente nos Estados Unidos, 42,9%, seguido de Reino Unido e Ilhas Cayman, respectivamente, 16,1% e 13,9%", informou o BC.
Os empréstimos a não residentes, por sua vez, somaram US$ 13,4 bilhões no fim de 2010, sendo sua quase totalidade, US$ 13,3 bilhões, composta de operações de longo prazo. Os outros ativos no exterior somavam US$ 6,6 bilhões, concluiu o Banco Central.
Segundo o BC, destacaram-se os investimentos brasileiros diretos no exterior (IBD), que concentraram US$ 189,2 bilhões do total, com crescimento de 15% frente ao ano anterior.
"O estoque de investimentos brasileiros no exterior manteve a trajetória de expansão observada em todas as edições. A comparação com a primeira apuração do CBE, em 2001, mostra que os investimentos brasileiros diretos, que naquele ano totalizara US$ 49,7 bilhões, mais que triplicaram, evidenciando a sólida e acelerada internacionalização das empresas de capital brasileiro", avaliou o BC.
PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL DE EMPRESAS
Em 2010, segundo a pesquisa do Banco Central, a participação direta de brasileiros no capital de empresas no exterior, parcela do investimento no exterior que "reflete a efetiva participação do investidor na gestão do empreendimento", somou US$ 169,1 bilhões no fim do ano passado, crescimento de 27,7% na comparação com 2009.
As participações no capital de empresas no exterior, ainda de acordo com a autoridade monetária, corresponderam a 89,3% do investimentos brasileiro realizados lá fora no ano passado - proporção maior que a registrada no ano de 2009 (80,5%).
"A maior parte dos ativos dessa natureza é de propriedade de investidores de grande porte. Do total do estoque de investimento brasileiro direto – participação no capital, US$ 116 bilhões, equivalentes a 68,6% do total apurado [no fim de 2010], referem-se a ativos de residentes que possuem acima de US$ 1 bilhão investido no exterior", informou o BC.
Do total dos investimentos brasileiros em participações no capital, 27,4% concentra-se em atividades de extração de minerais metálicos, e 38,2% em serviços financeiros e atividades auxiliares, segundo dados do governo.
A Áustria, segundo o BC, é um país em destaque nos investimentos brasileiros, com 21,9% do total. "Os paraísos fiscais permanecem como importante destino do IBD, ressaltando as Ilhas Cayman, 17,4%; Ilhas Virgens Britânicas, 8,7%; e Bahamas, 7,3%. Em seguida, os ativos nos Estados Unidos, 7,8%; Países Baixos, 6,4%; Dinamarca, 5,5%; e Espanha, 5,3%", informou.
AÇÕES E RENDA FIXA
Os investimentos em carteira (bolsas de valores e renda fixa), por sua vez, somaram US$ 37,6 bilhões no fim de 2010, com aumento de 127,8% contra o ano anterior, de acordo com o BC.
Segundo a autoridade monetária, os investimentos de brasileiros em ações no exterior registraram elevação de 70,5% no ano passado, para US$ 14,7 bilhões, dos quais US$ 6,5 bilhões aplicados em Brazilian Depositary Receipts (BDR, papeis negociados no exterior, mas que representam ações de empresas brasileiras).
"Em relação à distribuição geográfica desses investimentos, os Estados Unidos responderam por 22,9% do investimento em ações. Bermudas e Espanha foram os outros principais destinos, com participações respectivas de 21,1% e de 20,9%", informou o BC.
Os investimentos brasileiros em títulos de renda fixa no exterior registraram aumento de 190,7% na comparação com 2009, totalizando, no fim do ano passado, US$ 22,9 bilhões, informou o governo.
OUTROS INVESTIMENTOS
De acordo com a autoridade monetária, os chamados "outros investimentos" (recursos em espécie e empréstimos, por exemplo) totalizaram US$ 47 bilhões no fechamento de 2010, com aumento de 12,4% frente ao ano anterior.
"Os recursos mantidos no exterior na forma de moeda estrangeira e depósitos totalizaram US$ 26,9 bilhões. Os depósitos situaram-se principalmente nos Estados Unidos, 42,9%, seguido de Reino Unido e Ilhas Cayman, respectivamente, 16,1% e 13,9%", informou o BC.
Os empréstimos a não residentes, por sua vez, somaram US$ 13,4 bilhões no fim de 2010, sendo sua quase totalidade, US$ 13,3 bilhões, composta de operações de longo prazo. Os outros ativos no exterior somavam US$ 6,6 bilhões, concluiu o Banco Central.

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