sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cooperativas brasileiras exportaram US$ 3,2 bilhões de janeiro a julho



Valor representa alta de 33,1% na comparação com 2010, segundo OCB.
Açúcar refinado, café em grão e soja são destaques entre os produtos.
Do Valor OnLine
As cooperativas brasileiras exportaram US$ 3,2 bilhões de janeiro a julho deste ano, 33,1% a mais que no mesmo período de 2010. Nesse ritmo, a tendência é que o crescimento se mantenha acima dos 30% no acumulado de 2011. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) prevê encerrar o ano com pouco mais de US$ 5 bilhões em vendas ao exterior. Açúcar refinado, café em grão, soja em grão, açúcar bruto e farelo de soja estão na lista dos principais produtos comercializados.
O cenário de vendas deve se manter nos próximos meses. "Ano passado falamos em um crescimento de 20% para 2011 e já estamos acima desse número. A expectativa é obter um novo recorde no final desse ano e registrar US$ 5 bilhões em vendas ao exterior", disse o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. Em 2010, o crescimento das exportações durante os sete primeiros meses do ano em relação a 2009 foi de 21%.
Na relação dos principais compradores dos produtos cooperativistas, a China assumiu a dianteira, com US$ 361,7 milhões, 11,1% do total exportado. Assim, os chineses passaram a Alemanha que, até o primeiro semestre, aparecia como principal mercado. A China, segundo Freitas, tem sido um cliente fiel nos últimos anos, mas não se destaca para ter um peso preponderante nas exportações.
"Ano passado era a Alemanha e este ano é a China, que está pouca coisa à frente dos alemães. A vantagem de negociar com vários países é variar as vendas e evitar surpresas, por isso evitamos concentrar em um só destino", disse.
As vendas das cooperativas já alcançaram 127 países de janeiro a julho deste ano. Os alemães adquiriram US$ 329,8 milhões em produtos das cooperativas, correspondendo a 10,1% do total. Em seguida vêm os Emirados Árabes com US$ 328,1 milhões; 10% do total; Estados Unidos com US$ 238,5 milhões em aquisições; 7,3%; e Países Baixos somando US$ 173,9 milhões; 5,3%.
O açúcar refinado foi o produto mais vendido, com US$ 567,9 milhões, totalizando 17,4%. Na sequência vem o café em grão, US$ 413,4 milhões; 12,7%; soja em grão, US$ 408,4 milhões; 12,5%; açúcar bruto, US$ 368,4 milhões; 11,3% e farelo de soja, US$ 321,8 milhões; 9,9%.

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