Moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,60, queda de 0,31%.
No mês, dólar sobe pouco mais de 3%; no ano, recua 3,96%.
No mês, dólar sobe pouco mais de 3%; no ano, recua 3,96%.
Do G1, com informações da Reuters
O dólar abriu o dia em queda, oscilou bastante ao longo do pregão, e acabou fechando em terreno negativo nesta terça-feira (23), interrompendo uma sequência de três altas seguidas.
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A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 1,60, queda de 0,31% sobre a cotação da segunda-feira.
No mês, o dólar tem valorização de pouco mais de 3%, mas, no ano, a cotação da divisa tem queda acumulada de 3,96%.
Em relação a uma cesta com as principais moedas, o dólar tinha queda de 0,34% às 17h.
A baixa se acentuou no fim do dia, junto com a alta de mais de 2% das bolsas norte-americanas, por causa da expectativa de que o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, possa dar algum sinal de que haverá mais uma rodada de compras de títulos para estimular a economia.
"O mercado está totalmente em sintonia com o que está acontecendo lá fora. E fica dentro desse patamar de R$ 1,60, R$ 1,61, não mostra uma tendência clara se vai cair ou subir. Até porque vamos ter definições fortes na sexta-feira", disse o consultor financeiro da Previbank DTVM, Jorge Lima.
Não repercutiu na taxa de câmbio a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo estuda compensar aos exportadores o imposto pago em operações com derivativos de câmbio, talvez por meio de um desconto no Imposto de Renda.
O governo anunciou em 27 de julho a cobrança de 1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações com derivativos de câmbio que aumentem as posições vendidas em dólar no mercado futuro. O intuito era diminuir a especulação, mas a medida foi criticada por alguns setores, porque também impactou operações de hedge feitas por exportadores.
Também teve pouco impacto o anúncio de que as posições vendidas dos bancos no mercado à vista de câmbio despencaram a US$ 1,988 bilhão em agosto, de acordo com dados do Banco Central (BC) referentes ao dia 19.
A autoridade monetária também anunciou que o déficit em transações correntes do Brasil recuou 24% em julho frente ao mesmo período do ano passado, a US$ 3,497 bilhões, como reflexo do crescimento das exportações, especialmente commodities.
A taxa Ptax , calculada pelo BC e usada como referência para ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6036 para venda, em alta de 0,17% ante segunda.
O BC manteve o padrão de intervenções dos últimos quatro dias, com apenas um leilão de compra de dólares no mercado à vista.

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