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Após criticar emenda da saúde, Dilma afirma querer investir mais no setor
A rádios de PE presidente disse que aprovar Emenda 29 é 'presente de grego'.
Ela participou nesta terça de aula inaugural do curso de medicina da UPE.
Nathalia Passarinho*
Do G1, em Brasilia
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terça-feira (30) em aula inaugural na UFE, em
Garanhuns. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Horas depois de dizer que aprovar a Emenda 29 sem especificar a fonte de despesa seria um “presente de grego”, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (30) que o atual governo vai “investir pesadamente” na área da saúde. Em Garanhuns, ela participou da aula inaugural do curso de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE).
De acordo com Dilma, os estudantes de medicina que quiserem se especializar em áreas de grande demanda no Sistema Único de Saúde (SUS) terão “incentivos” e “vantagens” do governo federal.
“Vamos investir pesadamente em saúde pública durante o meu governo. Os estudantes e médicos que se interessarem pelas demandas do SUS e do povo brasileiro terão vantagens, descontos no Fies [programa que prevê financiamento a juros baixos para pagar graduação em universidades particulares] e acesso a maior pontuação em residência médica quando optarem por satisfazer as demandas do SUS”, disse.
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Dilma também ressaltou que os investimentos do governo na saúde aumentaram gradualmente nos últimos anos. “Neste ano se ampliou em R$ 10 bilhões. Nós lançamos vários programas que considero fundamentais como o “Saúde não tem preço”, que distribui 11 medicamentos contra hipertensão e diabetes [em farmácias populares]", disse.
Austeridade
Em entrevista a rádios locais de Pernambuco, Dilma foi questionada se seria um "presente" o Congresso não discutir a Emenda 29, que fixa percentuais mínimos de investimentos da União, estados e municípios na área da saúde, e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que determina um piso salarial nacional.
"Eu não quero é que me deem presente de grego. Eu quero saber como serão os investimentos necessários para garantir saúde de qualidade, de onde vão sair os recursos. O que considero é que, num momento de crise financeira internacional, não é propícia a aprovação de despesas sem dizer de onde virão os recursos. Que eles aprovassem as despesas, mas tivessem firmeza e coragem de aprovar também de onde vão vir os recursos", disse a presidente.
Diante da crise financeira internacional e do aumento da meta de superavit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), o governo tenta evitar a aprovação no Congresso de projetos que gerem aumento de despesas públicas.
No discurso, Dilma também pediu aos estudantes que “criem laços” em Garanhuns para desenvolver a região e atender a população local. Segundo ela, faltam médicos no interior do país.
“O fato de fazer o curso aqui dá a vocês a grandeza dos desbravadores. Vocês são um símbolo de um país que com muito esforço estamos construindo, um país que quer levar desenvolvimento a todas regiões e não um país que segrega o conhecimento”, disse.
De acordo com a presidente, não basta medir o crescimento do Brasil pelo Produto Interno Burto (PIB), é preciso também garantir serviços públicos de qualidade, como educação, saúde e segurança.
"Se queremos ser país desenvolvido, não podemos olhar apenas o crescimento do PIB e da renda, temos de olhar também a qualidade da educação e de outros serviços. No nosso caso específico, o serviço de saúde."
Ensino Médico
Dilma ainda anunciou em Garanhuns a criação de um Plano Nacional do Ensino Médico. “Determinei ao MEC e ao Ministério da Saúde a criação do Plano Nacional do Ensino Médico. Vamos aumentar em 4.500 o número de médicos formados por ano no país.”
Até 2014, a presidente se comprometeu a criar 47 novos campi universitários, quatro novas universidades e 209 novos institutos federais técnicos.
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