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Brics vão discutir ajuda à União Europeia, diz Mantega
Nesta semana, fundo chinês informou que pode comprar títulos italianos.
Modelo poderia ser usado por Brics para ajudar UE, especulam analistas.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
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Os países que integram o chamado "Brics", que são o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, vão se reunir na próxima semana em Washington (Estados Unidos) e discutir como fazer para ajudar a União Europeia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (13). Na próxima semana, acontece na capital norte-americana a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).saiba mais
Sob pressão dos mercados, Itália negocia com chineses
Em um momento no qual a Itália é pressionada pelos mercados financeiros, saiu a confirmação de que o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC.
De acordo com o jornal Financial Times, as conversas abordaram a compra pela China de títulos da Itália, país que enfrenta uma crise de confiança dos mercados. Além da Itália, outros países da União Europeia, como a Espanha, a Grécia, também enfrentam problemas para pagar suas contas.
A compra de títulos de países da União Europeia, segundo analistas, poderia ser um modelo adotado pelos países integrantes do Bric para tentar ajudar a Zona do Euro. Para isso, os governos dos países emergentes poderiam lançar mão de suas reservas internacionais. Somente o Brasil, por exemplo, possui mais de US$ 350 bilhões em reservas cambiais - a maior parte aplicada em títulos do tesouro dos Estados Unidos, considerados de baixo risco.
Dados da agência europeia de estatística, a Eurostat, divulgados na semana passada, mostram que a economia da União Europeia e da zona do euro cresceu no segundo trimestre apenas 0,2% em relação aos três primeiros meses deste ano. Entre janeiro e março de 2011, a economia da região havia avançado 0,8%.
Esta queda se deve à redução do consumo das famílias e à forte freada no avanço dos maiores países da UE, principalmente a Alemanha, que cresceu somente 0,1% na comparação com o trimestre anterior, e a França, cuja economia estagnou.
Outras economias importantes da zona do euro, como Itália, Espanha e Holanda, também registraram crescimentos menores de suas economias, respectivamente 0,3%, 0,2% e 0,1%, segundo dados da Eurostat.
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