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Após intervenção do BC, dólar vira e tem desvalorização nesta quinta-feira
BC anunciou venda da divisa no mercado futuro.
Na quarta-feira (21), moeda subiu 3,75%, vendida a R$ 1,858.
Do G1, em São Paulo
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Após registrar valorização de quase 5% perto das 10h desta quinta-feira (22), o dólar mudou de rumo e passa a operar em queda neste pregão. Perto das 13h50, a moeda caía 0,85%, a R$ 1,849 na venda.
Por volta das 10h, a divisa chegou a subir 4,66%, a R$ 1,952 na venda.
Com a forte alta do dólar, o Banco Central anunciou nesta quinta-feira que realizaria a oferta de contratos de "swap cambial" tradicionais - que equivalem à venda de divisas no mercado futuro.
Do valor de até US$ 5,6 bilhões da oferta em contratos de "swap", US$ 2,71 bilhões (cerca de metade da oferta), foram vendidos pelo BC. Esse tipo de operação, que tende a amenizar as pressões de subida do dólar no mercado à vista, não era realizado desde 26 de junho de 2009, quando o Brasil ainda sentia os impactos da primeira etapa da crise financeira internacional.
Na véspera, a cotação da moeda norte-americana avançou 3,75%, vendida a R$ 1,858. Foi o maior valor de fechamento desde o dia 8 de junho do ano passado, quando a moeda estava a R$ 1,860.
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Com o resultado da quarta-feira, o dólar acumula alta de 7,27% na semana. No mês, a cotação da divisa disparou 16,67%. No ano, o dólar ganha 11,52%. Nos últimos 15 pregões, o dólar subiu em 14 deles.
Comunicado do Fed
Com a piora das perspectivas da economia global sinalizada na véspera em comunicado do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, o medo de uma nova recessão no país volta à tona.
No comunicado divulgado junto a decisão de manutenção do juro, o banco central dos EUA notou que existem riscos de baixa significativos para a perspectiva econômica do país, 'incluindo tensões nos mercados financeiros globais'. Avisou ainda que vai continuar a prestar atenção de perto para a evolução da inflação e para as expectativas inflacionárias.
Mercados de ações
O mau humor dos investidores nos mercados acionários internacionais e indicadores econômicos dos EUA guiavam os negócios em Wall Street.
Os agentes estão cautelosos com as perspectivas econômicas globais, com os efeitos da crise da dívida soberana e com a avaliação do Federal Reserve sobre a economia americana.
O dia começou no vermelho nos mercados mundiais. As bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quinta-feira em queda, mesmo depois de o Fed (Banco Central dos Estados) ter anunciado medidas para evitar recessão, na véspera.
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 2,07%. O índice Nikkei 225 perdeu 180,90 pontos, e encerrou o dia em 8.560,26 unidades.
As principais bolsas europeias operam seguindo o mercado asiático, com quedas superiores a 4%.
Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Fed afirmou, em comunicado, que pretende adquirir, até o final de 2012, US$ 400 bilhões em títulos da dívida do Tesouro de longo prazo, com vencimento entre seis e 30 anos. Ao mesmo tempo, a autoridade monetária pretende vender o mesmo valor em títulos de curto prazo (três anos ou menos).
Com informações do Valor Online
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