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Bolsa Verde vai beneficiar famílias pobres que preservam a natureza
Programa do governo federal deve ser lançado esta semana.
Maioria das famílias vive em assentamentos de reforma agrária.
Do Globo Rural
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Na comunidade Anumã, às margens do Rio Tapajós, só é possível entrar acompanhado por fiscais do ICMBio, o Instituto Chico Mendes, ou do Ibama. A pesca é realizada nas primeiras horas do dia. A malhadeira é colocada no lago rapidamente.
Do lago, os agricultores seguem direto para a plantação de mandioca. O caminho é pela mata. No mandiocal, um ribeirinho colhe a raiz que vai se tornar um dos principais ingredientes da culinária paraense.
Assim que a mandioca é retirada da terra, a rama é cortada e plantada novamente. Frutas também são cultivadas pelos ribeirinhos junto com as mandiocas na pequena clareira aberta na floresta.
As 50 famílias que moram na comunidade são responsáveis pelo plantio, colheita e beneficiamento. Após a colheita, parte da mandioca é colocada de molho nas águas do rio por três dias até ficar mole. Após o repouso na água é hora de recolher a mandioca e seguir para o preparo da farinha. Depois de ralada, a massa é misturada, espremida e torrada.
Pela autosustentação e preservação da natureza, 26 das 50 famílias que vivem na comunidade do Anumã foram inseridas no Bolsa Verde, programa criado pelo governo federal destinado à colonos ribeirinhos que vivem na floresta. “As famílias foram escolhidas por critérios sócioambientais, por estarem em margem considerada de risco em segurança alimentar e pobreza e por já serem cadastradas no programa Bolsa Família”, explica Maurício Santamaria, Gestor da reserva extrativista Tapajós-Arapiuns.
A renda extra é aguardada pelas famílias. O Bolsa Verde vai pagar R$ 300 a cada três meses, para cada produtor. O dinheiro deve dar mais condições aos moradores da comunidade que vivem da pesca, da fabricação da farinha e do extrativismo.
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